Detalhes e Pormenores

Tamiflu – Oseltamivir

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 20, 2009

O que é o Tamiflu?

O Tamiflu é um medicamento que contém a substância activa Oseltamivir. Está disponível em cápsulas (amarelas: 30 mg; cinzentas: 45 mg; amarelas e cinzentas: 75 mg) e em pó para preparar uma suspensão oral (12 mg/ml).

Para que é utilizado o Tamiflu?

O Tamiflu é utilizado no tratamento ou na prevenção da gripe (vírus influenza) em adultos e em crianças com mais de um ano:

  • No tratamento da gripe, pode ser utilizado em doentes que tenham os sintomas da gripe, quando é conhecida a circulação do vírus influeza na comunidade;
  • Na prevenção da gripe, que pode ser utilizada em doentes que tenham estado em contacto com uma pessoa infectada (doente com gripe). A utilização é normalmente determinada caso a caso, embora possa ser adoptada como programa sazonal em circunstâncias excepcionais, por exemplo, quando a vacinação contra a gripe não seja suficiente e exista uma pandemia.

Durante uma pandemia de gripe, o Tamiflu também pode ser utilizado no tratamento de crianças com idades compreendidas entre os seis meses e um ano. Cabe aos médicos decidir tratar ou não as crianças com esta idade em função da gravidade da doença causada pelo vírus da gripe e do estado de saúde da criança, para que esta possa beneficiar do medicamento.

O Tamiflu não é um substituto da vacinação contra a gripe e a sua utilização deve ser determinada com base nas recomendações oficiais.

O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.

Como se utiliza o Tamiflu?

No tratamento da gripe, o tratamento com Tamiflu deve ser iniciado nos dois dias seguintes à manifestação dos sintomas. É administrado na forma de uma dose, duas vezes ao dia, durante cinco dias.

Na prevenção da gripe, o tratamento com Tamiflu deve ser iniciado nos dois dias seguintes ao contacto com a pessoa infectada. É administrado na forma de uma dose, uma vez ao dia, durante pelo menos dez dias após o contacto com a pessoa infectada. [...]

Como funciona o Tamiflu?

A substância activa do Tamiflu, o oseltamivir, actua especificamente sobre o vírus influenza bloquendo algumas das suas enzimas de superfície, conhecidas como neuraminidases. O bloqueio da libertação das neuraminidases impede a disseminação do vírus. O oseltamivir actua sobre as neuraminidases tanto do vírus da influenza A (o tipo mais comum) como no da influenza B.

Para continuar a ler aqui (European Medicines Agency)

Coragem

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 20, 2009

Coragem é o que nos impulsiona para a busca. É no encorajamento que vamos adiante, superando as dificuldades, encontrando brechas para transpor obstáculos, (re)fazendo percursos já elaborados, revendo posturas e estratégias, pois é a partir das vivências no seu sentido mais pleno, que motivam o nosso agir, fazer e estar no mundo do cuidado, para o caminhar, compreendendo sempre que, enquanto aprendentes/ensinantes, somos como o caminhante de António Machado, poeta espanhol que nos diz que “caminhante, não há caminho, o caminho faz-se ao caminhar”.

Mas, para ter coragem é necessário que exista algum tipo de

(cor)respondência, vocábulo que nos pode trazer alguma ideias: cor = coração (latim); co = prefixo latino, que pode significar partilha, companhia; cor = colorido, algo vivo, repleto de luz e emergente de sentido. Coragem é o sentimento de uma pessoa, mas também é a vivência colectiva, partilha de sentidos da, para e na vida, na trajectória humana evolutiva de todos nós.

A coragem não é algo que vem a voar para o nosso coração em momentos de necessidade ou de emergência. A coragem não é algo que pode ser agarrado por si só através de lições. A coragem é um modo de vida. É tanto como um hábito, como outra coisa qualquer. Como levantar-se de manhã e escovar os dentes, ou tomar um café ou uma vacina.

É uma questão de boa rotina mais do que qualquer outra coisa!

Carta de Sua Excelência a Ministra da Saúde a todos os Profissionais de Saúde

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 20, 2009

Referente ao assunto – Vacina contra a gripe A (H1N1) – aqui se transcreve a carta enviada pelo Gabinete da Ministra da Saúde a todos os Profissionais de Saúde:

“A vacina contra a gripe A (H1N1) 2009 está recomendada em regime de Campanha.

Na próxima segunda-feira, dia 16 de Novembro, alarga-se a vacinação ao Grupo B, de acordo com o que está estabelecido no que respeita aos grupos-alvo.

Tendo em conta as disponibilidades actuais de vacinas e recentes informações da Organização Mundial da Saúde, optou-se, estrategicamente, por incluir já todas as crianças de idade ≥6 meses e <24 meses .

Devem ser aproveitadas todas as oportunidades de vacinação contra a Gripe A, beneficiando da experiência adquirida na implementação, com êxito, do Programa Nacional de Vacinação.

Sem descurar a importância das medidas gerais de prevenção, peço a todas as equipas de saúde o maior empenho e envolvimento para assegurar todas as actividades que permitem atingir os objectivos desta campanha de vacinação.

Nesta fase, todos os profissionais de saúde, em particular os prestadores de cuidados, são peça essencial na protecção dos cidadãos mais vulneráveis, minimizando o impacto da epidemia de gripe na saúde e na sociedade.

Podem contar comigo neste esforço colectivo.

Temos todos uma responsabilidade acrescida enquanto cidadãos e profissionais na protecção da saúde e do bem-estar da população.

Lisboa, 13 de Novembro 2009.

Ana Jorge

Ministra da Saúde

Iniciativa Missão Sorriso

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 20, 2009

 
A Missão Sorriso/Continente todos os anos costuma oferecer equipamentos aos Hospitais que na sua área tenham Serviço de Pediatria.
Este ano o procedimento foi diferente. Cada hospital interessado teve de se candidatar com um projecto, sendo que só os projectos vencedores é que beneficiarão desta iniciativa.

O Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho EPE, mais concretamente a Unidade de Neonatologia candidatou-se com o projecto “Central de Monitorização e Software de Integração no SAPE, numa Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais”.

Aqui fica o link para que possam ver os projectos em concurso e votar no da UGI da Mulher e da Criança

 J – http://www.missaosorriso.continente.pt/votar.php.

Os enfermeiros, os recém-nascidos e os pais merecem tudo do Bom…

 Obrigada pela colaboração!

Perspectiva

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 16, 2009

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“Filosofar não deveria ser libertar-se das dúvidas, mas entrar nelas. É verdade que muitos filósofos – e mesmo os maiores! – fazem, por vezes formulações peremptórias que dão a impressão de ter encontrado já respostas definitivas para as perguntas que nunca podem nem devem fechar-se intelectualmente por completo. Agradeçamo-lhes as suas contribuições mas não sigamos os seus dogmatismos”

Fernando Savater

Bibliografia…um pouco mais sobre a Tolerância

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 15, 2009

Reservemos  algum tempo para aprender mais  a pensar e a pensar sobre aquilo que pensamos!

906164[1]

John Locke - Carta sobre a Tolerância. Tradução Berta Bustorff Silva, introdução e análise de Marcello Fernandes e Nazaré Barros. Lisboa: Lisboa Editora.

John Locke - Ensaio Sobre A Verdadeira Origem Extensão e Fim do Governo Civil.Lisboa: Edições 70, 1999

John Locke – Ensaio sobre o Entendimento Humano. 2 vols.  Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1999

John Locke – Dois Tratados sobre o Governo. São Paulo: Martins Fontes Editorial Lda. , 1998

Abbagnano, Nicola – História da Filosofia. Vol.VII, Lisboa: Ed. Presença.  s/d 

Aurélio, Diogo Pires – Um Fio de Nada. Ensaio sobre a Tolerância. Lisboa: Ed. Cosmos, 1997

Baubérot, Jean – História do Protestantismo. São Paulo: M. Martins Publicações Europa-América. S/d.

Hobbes, Thomas – Levitã. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1995

Kamen,Henry – O Amanhecer da Tolerância. Porto: Biblioteca Universitária Inova, Editorial Inova, 1968

Leroy, André-Louis – Locke. Lisboa: Edições 70, 1985

Jorge Filho, Edgar José – Moral e História em John Lock. São Paulo: Ed.Loyola, 1992

Magalhães, João Baptista – Locke A “Carta sobre a Tolerância no seu contexto Filosófico”. Porto: Ed.Contraponto, 2001

Michaud, Ives – Locke. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1986

Locke, John – Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1988

Sanches, M.R. – Contra o proseletismo ou “Todos somos prosélitos”, Georg Forster acerca do tolerância”, in, M.J. Carmo Ferreira e L.R.Santos (coord.), Religião, História e Razão da “Aufklarung” ao Romantismo, Lisboa: Colibri, pp.201-215.1994

Soromenho-Marques,Viriato – A Era da Cidadania. M.Martins. Pub. Europa-América, s/d.

VoltaireTratado da Tolerância. Lisboa: Ed. Antigona, 1999

Yolton, John W. – Dicionário de Locke. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editorial Lda. , 1996

Os meus favoritos:

Savater, Fernando – As Perguntas da Vida. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1999.

Comte-Sponville, André – Pequeno Tratado das Grandes Virtudes. Lisboa: Editorial Presença, 1995.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Filmes para (re)lembrar a Tolerância

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 15, 2009

O Dia Internacional da Tolerância comemora-se no dia 16 de Novembro – amanhã. E, porque não, começar HOJE?!

Aqui ficam alguns filmes que poderão ser usados para abordar temáticas ligadas à tolerância:

A Missão – “The Mission” (1986 – 120 m)

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América do Sul, século XVIII. Depois da morte de um missionário jesuíta no interior da selva, o Padre Gabriel (Jeremy Irons) tenta entrar em contacto com a tribo responsável.O mercenário traficante de escravos Mendoza (Robert De Niro) também encontrou um filão nesta região inexplorada. Um homem desprovido de compaixão, não hesita em matar o irmão Felipe quando descobre que é para este que vai o amor da jovem Carlota. Gabriel convence-o a procurar refúgio espiritual na missão. Anos mais tarde, um novo tratado é assinado, e um representante da igreja chega para decidir o destino da missão, agora governada por Gabriel e Mendoza. Mas as tropas encarregadas de a destruir já vão a caminho. Mendoza e Gabriel enfrentam um terrível dilema: obedecer à ordem Papal e abandonar a missão, ou ficar e defender os índios. Gabriel opta pela salvação, mas Mendoza luta ferozmente contra os espanhóis, ao lado dos índios que outrora explorara.

A Lista de Schindler - “Schindler’s List” (1993 – 187 m)

schindler.jpgA Lista de Schindler, um filme de Steven Spielberg, é uma obra-prima, que se tornou um dos mais distinguidos filmes de todos os tempos. O filme representa a indelével história do enigmático Oskar Schindler, um membro do partido nazi, mulherengo e especulador de guerra, que salvou a vida a mais de 1100 judeus durante o Holocausto. Foi o triunfo de um homem que fez a diferença no drama daqueles que sobreviveram a um dos capítulos negros da história da humanidade, salvos pelo que ele fez.

Amistad (1997 – 148 m)

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Baseado numa história verídica, o filme relata a incrível viagem de um grupo de escravos que se apoderam do comando do navio que os transportava a fim de regressarem à sua terra natal. Quando o navio, chamada La Amistad, é de novo recapturado e levado para os EUA, os escravos são acusados de crime e encarcerados à espera do seu destino. Inicia-se um processo que irá confrontar as bases de todo o sistema judicial americano. Mas para os homens e mulheres em causa, é uma simples batalha pelo direito básico de toda a humanidade… a liberdade.

Grita Liberdade – “Cry Freedom” (1987 – 151m)

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A história de uma amizade memorável entre dois homens inesquecíveis. A tensão e o terror dos tempos do Apartheid na África do Sul são poderosamente retratados neste emocionante filme realizado por Richard Attenborough, que nos conta a história de um activista negro Stephen Biko (Denzel Washington) e de um editor liberal de um jornal branco que arrisca a sua própria vida para divulgar ao Mundo a mensagem de Biko. Depois de ter conhecimento dos verdadeiros horrores do Apartheid, através das descrições de Biko, o editor Donald Woods (Kevin Kline) descobre que o seu amigo foi silenciado pela polícia. Determinado a fazer ouvir a mensagem de Biko, Woods embarca numa perigosa aventura para escapar da África do Sul e divulgar ao mundo a impressionante história de coragem de Biko. A fascinante história mostra as facetas da humanidade nas suas vertentes mais terríveis e mais heróicas.

Billy Elliot – “Billy Elliot” (2000 – 106 m)

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Quando Billy, um rapazinho de 11 anos, descobre uma classe de ballet que partilha o ginásio com o seu clube de boxe, há algo na magia dos movimentos que capta a sua atenção. E depressa troca as lições de boxe pelas de ballet, sem que a família o saiba. O pai e o irmão de Billy, ambos envolvidos numa greve de mineiros, lutam para pôr comida na mesa. As suas frustrações vão ao rubro quando descobrem que Billy anda a gastar o dinheiro das aulas de boxe numa ocupação pouco masculina. A professora de ballet convence Billy a prosseguir as aulas sem pagar, mas não consegue fazer o pai de Billy compreender o talento do filho. Enraivecido pela incompreensão da família, Billy executa uma dança só para o seu amigo Michael, mas é visto a meio da interpretação pelo pai. Descobrindo ali mesmo o talento do filho, o pai garante-lhe que terá a sua oportunidade de ir a uma audição a Londres. Com a ajuda dos outros mineiros, Billy e o pai chegam finalmente a Londres para o grande dia…

Santo e Senha

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 15, 2009

Deixem passar quem vai na estrada,

Deixem passar

Quem vai cheio de noite e de luar.

Deixem passar e não lhe digam nada.

Deixem, que vai apenas

Beber água de Sonho a qualquer fonte;

Ou colher açucenas

A um jardim que ele lá sabe, ali defronte.

Vem da terra de todos, onde mora

E onde volta depois de amanhecer.

Deixem-no pois passar, agora

Que vai cheio de noite e solidão.

Que vai ser

Uma estrela no chão.

 

Miguel Torga, in Diário I

Balada da Neve

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 14, 2009

Batem leve, levemente,

Como quem chama por mim…

Será chuva? Será gente?

Gente não é certamente

E a chuva não bate assim…

 

É talvez a ventania;

Mas há pouco, há poucochinho,

Nem uma agulha bulia

Na quieta melancolia

Dos pinheiros do caminho…

 

Quem bate assim levemente,

Com tão estranha leveza

Que mal se ouve, mal sente?

Não é chuva, nem é gente,

Nem é vento, com certeza.

 

Fui ver. A neve caía

Do azul cinzento do céu,

Branca e leve, branca e fria…

- Há quanto tempo não a via!

E que saudades. Deus meu!

 

Olho-a através da vidraça.

Pôs tudo da cor do linho.

Passa a gente e, quando passa,

Os passos imprime e traça

Na brancura do caminho…

 

Fico olhando esses sinais

Da pobre gente que avança

E noto, por entre os mais,

Os traços miniaturais

Duns pezitos de criança…

 

E descalcinhos, doridos…

A neve deixa ainda vê-los,

Primeiros bem definidos,

- Depois em sulcos compridos,

Porque não podia erguê-los!…

 

Que quem já é pecador

Sofra tormentos, enfim!

Mas as crianças, Senhor,

Porque lhes dais tanta dor?!…

Porque padecem assim?!…

 

E uma infinita tristeza,

Uma funda turbação

Entra em mim, fica em mim presa.

Cai neve na natureza…

- E cai no meu coração.

Augusto Gil in Luar de Janeiro

Coisas de criança e não só…

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 14, 2009

As Grandes Epidemias ao longo da História

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Bactérias, vírus e outros microorganismos já causaram estragos tão grandes à humanidade quanto as mais terríveis guerras, terramotos e erupções de vulcânicas.

Peste Negra – 1333 a 1351

História – Conhecida como peste bubónica ganhou o nome de peste negra por causa da pior epidemia que atingiu a Europa, no século XIV. Foi sendo combatida à medida que se melhorou  a higiene e o saneamento das cidades, diminuindo a população de ratos urbanos.

Contaminação – Causada pela bactéria Yersínia pestis, comum em roedores como o rato. É transmitida para o homem através da mordedura das pulgas desses animais contaminados.

Sintomas – Inflamação dos gânglios linfáticos, seguida de trémulo, dores localizadas, apatia, vertigem (tontura) e febre alta.

Tratamento – À base de antibióticos. Sem tratamento, mata em 60% dos casos.

50 Milhões de mortos (Europa e Ásia)

Cólera – 1817 a 1824

História – Conhecida desde a Antiguidade, teve sua primeira epidemia global em 1817. Desde então, o vibrião colérico (Vibrio cholerae) sofre diversas mutações, causando novos ciclos epidémicos de tempos em tempos.

Contaminação – Por meio de água ou alimentos contaminados.

Sintomas – A bactéria multiplica-se no intestino, eliminando uma toxina que provoca diarreia intensa.

Tratamento – À base de antibióticos.

Centenas de milhares de mortos.

Tuberculose – 1850 a 1950

História – Sinais da doença foram encontradas em esqueletos de há 7.000 anos atrás. O combate foi acelerado em 1882, depois da identificação do bacilo de Koch, causador da Tuberculose. Nas últimas décadas, ressurgiu com força nos países pobres, incluindo o Brasil, e como doença oportunista nos pacientes com HIV.

Contaminação – Altamente contagiosa, transmite-se através das vias respiratórias.

Sintomas – Ataca principalmente os pulmões.

Tratamento – Com base em antibióticos, o paciente fica curado até 6 meses.  

1 Bilião de mortos.

Varíola – 1896 a 1980

História – A doença atormentou a humanidade por mais de 3.000 anos. Até figuras como o faraó egípcio  Ramsés II, a rainha Maria II da Inglaterra e o rei Luís XV da França tiveram a temida “bixiga”. A vacina foi descoberta em 1796.

Contaminação – O Orthopoxvíruis variolae era transmitida de pessoa para pessoa, geralmente por meios das vias respiratórias.

Sintomas – Febre, seguida de erupções na garganta, na boca e no rosto. Posteriormente pústulas que podiam deixar cicatrizes no corpo.

Tratamento – Erradicada no planeta desde 1980,após campanha de vacinação em massa.

30 Milhões de mortos

Gripe Espanhola – 1918 a 1919

História – O vírus influenza é um dos maiores “carrascos” da humanidade. A mais grave epidemia foi baptizada de gripe espanhola, embora tenha feitos vítimas em todo mundo. No Brasil, matou o presidente Rodrigues Alves.

Contaminação – Propaga-se pelo ar, por meios de gotículas de saliva e espirros.

Sintomas – Fortes dores de cabeça e no corpo, calafrios e inchaço dos pulmões.

Tratamento – O vírus está em permanente mutação, por isso o homem nunca está imune. As vacinas antigripais previnem a contaminação com formas já conhecidas do vírus.

20 Milhões de mortos

Tifo – 1918 a 1962

História – A doença é causada pelas bactérias do género Rickettsia. Como a miséria apresenta condições ideais para a proliferação, o tifo está ligado a países do Terceiro Mundo, campos de refugiados e de concentração, E/ou guerras.

Contaminação – O tifo exantemático (ou epidémico) aparece quando a pessoa coça a picada da pulga e mistura as fezes contaminadas do insecto na própria corrente sanguínea. O tifo murino (ou endémico) é transmitido pela pulga do rato.

Sintomas – Cefaleia (dor de cabeça) e artralgia (dor nas articulações), pirexia (febre alta), delírios e erupções cutâneas hemorrágicas.

Tratamento – À base de antibióticos.

3 Milhões de mortos (Europa Oriental e Rússia)

Febre-amarela – 1960 a 1963

História – O Flavivírus, que tem uma versão urbana e outra silvestre, já causou grandes epidemias na África e nas Américas.

Contaminação – A vítima é picada pelo mosquito transmissor, que picou antes uma pessoa infectada pelo vírus.

Sintomas – Pirexia (febre alta), mal-estar, cansaço, calafrios, náuseas, vómitos e diarreia. 85% dos pacientes recuperam em três ou quatro dias. Os outros podem ter sintomas mais graves, que podem levá-los á morte.

Tratamento – Existe vacina, que pode ser aplicada a partir dos 12 meses de idade e renovada a cada 10 anos.

30.000 mortos (Etiópia)

Sarampo – até 1963

História – Era uma das causas principais de mortalidade infantil até a descoberta da 1ªvacina em 1963.Com passar dos anos, a vacina foi aperfeiçoada e a doença foi erradicada em vários países.

Contaminação – Altamente contagioso, o sarampo é causado pelo vírus Morbillivírus, propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva) de indivíduos doentes.

Sintomas – Pequenas erupções avermelhadas na pele, pirexia (febre alta), cefaleia (dor de cabeça), mal-estar e inflamação das vias respiratórias.

Tratamento – Existe vacina, aplicada aos 9 meses de idade e reaplicada aos 15 meses.

6 Milhões de mortos por ano

Malária – desde 1980

História – Em 1880, foi descoberto o protozoário Plasmodium, que causa a doença. A OMS considera a malária a pior doença tropical e parasitária da actualidade, perdendo em gravidade apenas para o HIV.

Contaminação – Pelo sangue, quando a vítima é picada pelo mosquito Anopheles contaminado com protozoário da malária.

Sintomas – O protozoário destrói as células do fígado e os glóbulos vermelhos e, em alguns casos, as artérias que levam o sangue até o cérebro.

Tratamento – Não existe uma vacina eficiente, apenas drogas para tratar e curar os sintomas.

3 Milhões de mortos por ano.

HIV – desde 1981

História – A doença foi identificada em 1981, nos Estados Unidos, e desde então foi considerada uma epidemia mundial pela OMS.

Contaminação – O vírus HIV é transmitido através do sangue, do esperma, da secreção vaginal, fluidos e do leite materno.

Sintomas – Destrói o sistema imunológico, deixando o  organismo frágil a doenças causadas por outros vírus, bactérias, parasitas e células cancerígenas.

Tratamento – Não existe cura. Os seropositivos são tratados com coquetéis de drogas que inibem a multiplicação do vírus, mas não eliminam do organismo.

22 Milhões de mortos 

 

 

Emoções de A a Z

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 12, 2009

 A

Agressividade – disposição para agredir

Afectividade – qualidade de afectivo

Aflição – agonia, grande sofrimento

Alegria – contentamento, satisfação

Altruísmo – amor ao próximo

Ambivalência – qualidade do que tem dois valores

Amizade – afeição, dedicação

Amor – afeição profunda de uma pessoa a outra

Angústia – aflição, desgosto

Ansiedade – incerteza aflitiva

Antipatia – aversão espontânea e intuitiva

Antecipação – acto de antecipar, previsão

Apatia – insensibilidade, indiferença

Arrependimento – acto de arrependimento, contrição

Auto-piedade – devoção a si mesmo

B

Bondade – qualidade do que é bom, brandura

 Da letra C em diante fica para a próxima :))

C

Carinho

Compaixão

Confusão

Ciúme

Constrangimento

Coragem

Culpa

Curiosidade

Contentamento

D

Depressão

Desapontamento

Deslumbramento

Decepção

Dúvida

E

Egoísmo

Empatia

Esperança

Euforia

Entusiasmo

Epifania

F

Fanatismo

Felicidade

Frieza

Frustração

G

Gratificação

Gratidão

H

Histeria

Hostilidade

Humor

Humildade

Humilhação

I

Incómodo

Inspiração

Interesse

Indecisão

Inveja

Ira

Isolamento

L

Luxúria

M

Mágoa

Mau-humor

Medo

Melancolia

N

Nojo

Nostalgia

O

Ódio

Orgulho

P

Paixão

Paciência

Pânico

Pena

Piedade

Prazer

Preguiça

Preocupação

R

Raiva

Remorso

Repugnância

Resignação

S

Saudade

Simpatia

Soberba

Sofrimento

Solidão

Surpresa

Susto

T

Tédio

Timidez

Tristeza

V

Vergonha

Humanitude

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 12, 2009

A Humanitude, entendida como atitude humana, é parte integrante do agir do enfermeiro, essencialmente quando esta atitude é um dos requisitos fundamentais à prestação de cuidados de enfermagem no início e no fim de vida, onde a fragilidade, a vulnerabilidade e a dependência assumem contornos peculiares. O tomar conta como máxima expressão de humanização do cuidado faz, em nosso entender todo o sentido, assumindo o enfermeiro um papel de advocacia do Outro. Em todo o caso, no seu todo, o Artigo 78.º do Código Deontológico do Enfermeiro representa o “artigo ético” do articulado deontológico, no qual se expressam os princípios gerais da profissão, à luz dos quais se identificam os valores e se enunciam os princípios orientadores.

Perspectiva

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 10, 2009

«As metas e ideais que nos movem são gerados pela imaginação. Mas não são feitos de substâncias imaginárias. São feitos da dura substância do mundo da experiência física e social.»

John Dewey in “Uma Fé Comum”

Memória

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 8, 2009

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Se pudessemos fotografar as nossas emoções, de certeza encontraríamos momentos especiais, mas como não somos capazes, guardamos as nossas emoções num precioso album, que é a nossa memória.

Qualidade de Vida

Posted by: detalhesepormenores on: Novembro 7, 2009

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Desde a antiguidade que a pessoa humana se questiona com a qualidade de vida, em tempos passados oponham o vivere ao ben vivere, na interrogação de qual podia ser “o maior bem” na vida, por outras palavras, a felicidade, um ideal de vida cuja procura é secular. A noção de “vida boa” chega-nos da antiguidade grega, a eudaimonia, isto é, a procura da felicidade pela pessoa humana.

A qualidade de vida como princípio ético, em referência à vida e à morte humana, surgiu apenas na década de 50 do século XX aquando da Segunda Guerra Mundial, quando Lyndon B. Johnson firmou a “boa vida” para além da abundância material e da quantidade. A expressão passou a ser introduzida no discurso político e na linguagem popular, em simultâneo com a tomada de consciência da responsabilidade do ser humano pelo ambiente, pelos outros seres vivos (movimento ecológico) e pelas questões suscitadas pelos avanços da biomedicina. Relevo para o facto de a biomedicina ter permitido às pessoas avanços consideráveis na sua qualidade de vida, no que respeita às baixas das taxas de mortalidade infantil, novos tratamentos, diminuição do sofrimento, entre outros.

O conceito de qualidade de vida é usado em diversas disciplinas do conhecimento, o que lhe dá um carácter subjectivo. Tendo como pano de fundo a inviolabilidade da vida humana, a aplicação do conceito de qualidade de vida, levanta muitas questões éticas: Com que direito se decreta que uma vida vale ou não a pena ser vivida? Que uma tem menos qualidade ou importância do que outra? Como formular um juízo sobre algo que usufrui de um estatuto de inviolabilidade e que, por conseguinte, deveria ser preservado de qualquer discriminação? Estamos claramente perante o perigo de relativismo e subjectivismo dos argumentos da qualidade, sendo necessária uma ponderação rigorosa, preferencialmente baseada em evidência científica, de modo a que o conceito seja o menos subjectivo possível. Salvaguardando que continua a ser um conceito pessoal e único, para cada um de nós, como seres individuais, irrepetíveis e indivisíveis.

 

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Pudera eu ter o dom de um poeta ou músico... para ser capaz de colocar em verso ou melodia o sentimento e o valor de uma amizade!
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