Detalhes e Pormenores

Archive for Junho 2009

 

Acutilante pelas perguntas e respostas, o livro “O Dever da Verdade” da Dom Quixote, leva-nos de encontro a uma realidade dura (é esta a perspectiva dos seus autores – Medina Carreira e Ricardo Costa) sobre o estado da economia do nosso país.

Concordando ou não, penso que vale sempre a pena ler, pelo menos pela ainda actualidade das questões:

Que país somos,

em que Estado estamos

e para onde caminhamos?

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Ainda a tempo de visitar, ver e ouvir, apelando aos sentidos, O Festival Silêncio decorre em Lisboa de 18 a 27 de Junho, num encontro ímpar que reúne poesia, literatura, música e vídeo. Concebido por Sandra Silva, editora da 101 Noites, pelo Goethe-Institute Portugal, pelo Instituto Franco-Português e o bar Music Box. O evento encontra-se internacionalizado, apresentando uma diversidade de propostas, em diversos horários e locais, o que se torna uma proposta invulgar neste verão.

Para mais informação aqui

O Anel

“Há muito tempo, numa cidade qualquer do interior, um jovem que vivia desanimado dirigiu-se ao seu professor:

– Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor, sem olhá-lo, disse-lhe:

– Sinto muito, meu jovem, mas não posso ajudar. Devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois.

E fazendo uma pausa, falou:

– Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois, talvez, possa ajudá-lo.

– Claro, professor – gaguejou o jovem, logo se sentindo outra vez desvalorizado, e hesitou em ajudar o seu professor.

O professor tirou um anel que usava no dedo mínimo e deu ao garoto, dizendo:

– Pegue no cavalo e vá até ao mercado. Devo vender esse anel porque tenho de pagar uma dívida. É preciso que você obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.

Quando o jovem mencionava a moeda de ouro, alguns riam, outros saíam, sem ao menos olhar para ele. Só um velhinho foi amável, a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a jóia a todos os que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando a preocupação do seu professor e, assim, receber ajuda e conselhos.

Já na escola, diante do seu mestre, disse:

– Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

– Importante o que disse, meu jovem… – disse sorridente, o professor – Devemos saber primeiro o valor do anel. Pegue novamente no cavalo e vá até ao joalheiro. Quem poderia ser melhor para saber o valor exacto do anel? Diga-lhe que quer vender o anel e, pergunte quanto ele lhe dá. Mas não importa o quanto ele lhe ofereça, não o venda… Volte aqui com o meu anel.

O jovem foi até ao joalheiro e deu o anel para ele o examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:

– Diga ao seu professor que se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

– 58 MOEDAS DE OURO!!! – Exclamou o jovem.

– Sim, replicou o joalheiro, eu sei que, com tempo, eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente…

O jovem correu emocionado à escola para contar o que ocorreu. Depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, o professor disse:

Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um “expert”. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?

E, dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo.”
Todos somos como esta jóia! Valiosos e únicos, andamos por todos os mercados da vida, pretendendo que as pessoas inexperientes nos valorizem. Porém, ninguém além do Grande Joalheiro, quem dá o seu Amor por nós, sabe o nosso valor!

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…

Carlos Drummond de Andrade

(imagem aqui)

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O Dia de Portugal também é festejado no Second Life. A Presidência da República inaugurou  hoje no mundo virtual o Espaço 10 de Junho, que abriu hoje e se mantém aberto até amanhã. O espaço integra espaços musicais, onde se podem ver e ouvir conjuntos portugueses cuja notariedade tem aumentado no Second Life.

“O Espaço 10 de Junho apresenta o cenário de uma ilha em que predomina a ecologia e a harmonia com o ambiente, combinando-se elementos da nossa história e cultura com linhas arquitetónicas futuristas, recriadas em 3D e Multimédia.

A ilha é envolta em espaços verdes e recriações de animais como golfinhos, baleias, pássaros, com os quais é possível interagir de várias formas.”

Feito o convite à visita para novos utilizadores e para utilizadores regulares

Bom Feriado!

 

 

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“O mundo não tem flores em nenhumas das sua terras

Nem pérolas em nenhum golfo do mar

Que se comparem à criança sentada no colo de uma mãe.”

Swinburn


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Pudera eu ter o dom de um poeta ou músico... para ser capaz de colocar em verso ou melodia o sentimento e o valor de uma amizade!

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