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Archive for the ‘Investigação’ Category

Mais um Ciclo de Conferências 2010 UCP Porto – Auditório Principal – Campus da Asprela – CRPorto

Informações e Inscrições em www.ics.porto.ucp.pt

8 de Março – Doente Mental: do estigma à inserção

14 de Abril – Espiritualidade e Saúde

12 de Maio – Dia Internacional do Enfermeiro; 190 anos após o nascimento de Florence Nightingale

16 de Junho – Obesidade

13 de Outubro – Risco clínico e não clínico: o erro na Enfermagem

17 de Novembro – Limites e Prioridades na Investigação no Auto-cuidado

15 de Dezembro – Qualidade do Cuidados de Enfermagem

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O Sistema de Triagem de Manchester é o sistema de triagem secundária mais usado nos serviços de urgência no Reino Unido e na Europa, tendo sido estabelecido em 1994 baseado na opinião de peritos (Roukema et al, 2006). Usa protocolos baseados em queixas presentes e questões sobre factores agravantes, tendo sido desenhado para priorizar a urgência de ser observado, mas não necessariamente para determinar a severidade da doença (Manchester Triage Group UK, 2006).

Logo após a chegada e do respectivo registo no serviço de urgência, o enfermeiro triador procede a uma avaliação inicial baseada em critérios pré determinados, triando o cliente de acordo com o nível de urgência e o máximo de tempo de espera.

Vários estudos demonstraram a validade do STM na correlação com as fontes de utilização, hospitalização e verdadeiros cuidados urgentes. O STM tem especificidade moderada (78%) e sensibilidade (63%) no cuidado de urgência pediátrico (Roukema et al, 2006). O problema é que a validade é dependente num standard elevado que é contrário aos resultados esperados, por exemplo a permanência no serviço de urgência pediátrico, a admissão em cuidados intensivos e a morte (Twomey et al, 2007), isto significa que não é preditivo destes resultados.

A inclusão de valores fisiológicos ao STM previne a admissão nos cuidados intensivos apenas num pequeno número de clientes (Subbe et al, 2006).

A triagem no serviço de urgência pode aumentar o tempo de espera do cliente, principalmente em problemas triviais que poderiam ser resolvidos rapidamente, mas que são categorizados como não urgentes. Como resultado do alvo de 4 horas de espera máximo estabelecido em 2004, houve um significativo aumento no tempo de triagem quando os clientes eram triados para a especialidade ou activamente eram “vistos e tratados” na triagem (Lyons et al, 2007). Iniciativas como a criação de uma equipa de triagem trouxeram eficiência ao serviço de urgência, assim que reduziram os tempos e a permanência dos casos menos graves, aumentando a satisfação dos clientes e permitindo a concentração dos médicos nos doentes gravemente doentes (Subash et al, 2004; Travers & Lee, 2006).

Nos EUA, é usada uma grande variedade de sistemas de triagem secundária nos serviços de urgência, como a escala de trauma pediátrico modificada (mPTS), a Soterian Rapid Triage, Emergency Severity Index (ESI) e a Canadian Paediatric Triage and Acuity Scale (PaedCTAS).

A Modified Paediatric Trauma Score (mPTS) usa sinais físicos e fisiológicos básicos na triagem do serviço de urgência, para avaliação inicial de crianças com trauma (Simon et al, 2004). Usa uma escala modificada de cinco pontos avaliando a integridade ventilatória, feridas abertas, estado neurológico, hemodinâmica e integridade do esqueleto, aplicando 1 ponto a cada critério. A mPTS de 5 representa o grupo de baixo risco de doença grave e, a mPTS abaixo de 5 é considerado um sinal positivo.

O mPTS original foi criado por Simon et al baseou-se em 1112 clientes, tendo uma sensibilidade de 67% (ISS<10) o que diminuiu a necessidade de activação da equipa de trauma. O mPTS tem um valor preditivo negativo de 99% (identifica a maioria dos clientes que requerem procedimentos urgentes ou admissão nos cuidados intensivos e mortalidade) mas valor preditivo positivo pobre de 31% (Simon et al, 2004).

Nars et al em Toronto (Nars et al, 2007) modificaram o sistema Simon numa escala de 7 itens para incluir contusões da cabeça/torso e história de perda de consciência (Sick Kids Paediatric Trauma Score). Quando aplicado à sua população em estudo isto aumentou a sensibilidade do mPTS para 99% comparando com os 92%, reduzindo a activação da equipa de trauma em 20%.

Muitos estados americanos adoptaram um sistema de triagem com cinco níveis para uniformizarem a escala de triagem, estratificando os clientes em cinco grupos, de 1 (mais urgente) a 5 (menos urgente) baseado na acuidade e nos recursos necessários (Maningas et al, 2006). Dois dos comuns sistemas de triagem com cinco níveis em uso na América do Norte hoje em dia são o Emergency Severity Índex (ESI) e o Canadian Emergency Department Triage and Acuity Scale (CTAS). Uma revisão sistemática de escalas de triagem descobriu que ambas possuem um valor proporcional adequado mas nenhuma foi validada para uso clínico (Fan et al, 2005; Rosenam et al, 2006).

O ESI é a única que avalia a acuidade e os recursos necessários. A acuidade é determinada pela estabilidade dos órgãos major e os recursos necessários definidos pela triagem de enfermagem. O algoritmo de triagem é baseado em 4 pontos de decisão chave: O cliente está a morrer? O cliente pode esperar? Recursos necessários e sinais vitais do cliente. O cliente é então estratificado em 5 categorias de acordo com a mobilidade (Elshove-Bolk et al, 2007).

O Canadian Paediatric Triage and Acuity Scale (PaedCTAS) é uma modificação do CTAS e é baseado na avaliação fisiológica e queixas presentes que assinala os níveis de triagem (Govin et al, 2005). Cinco níveis de triagem relacionados com o grau de severidade da doença e o tempo para ser observado pelo médico, similar ao conceito do STM. Quase 50% dos serviços de urgência de Ontário implementaram o PaedCTAS no verão de 2004 (Sloan et al, 2005).

A Triagem no Futuro

O aumento de incidentes de actividade terrorista irá requerer que todos os profissionais de saúde estejam familiarizados e treinados em caso de catástrofe, inclusive na triagem específica para crianças. A ocorrência inevitável de pandemias, como a Gripe (Influenza, H1N1) também requer o planeamento da triagem pediátrica, tanto no serviço de urgência, como ao nível dos cuidados intensivos para priorizar adequadamente, aqueles que beneficiarão de cuidados de saúde.

A evolução constante das tecnologias da informação verá o desenvolvimento do correio electrónico, do telefone e da possível triagem por vídeo. A equipa de triagem terá também um importante papel, facilitando que os casos menos graves sejam observados por enfermeiras de urgência, o que permite um fluir mais rápido dos clientes pelo serviço de urgência. Isto requer profissionais de saúde competentes e experientes, com treino e conhecimentos em pediatria para suportar esta expansão de cuidados.

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A prática lean é um processo de gestão derivado de um sistema de produção de automóveis, focado na redução do desperdício e no benefício para o cliente, que foca a atenção na regularidade e eficiência dos fluxos.

O sucesso dos grupos de trabalho lean, tal como em qualquer outra filosofia, depende do grau de motivação e envolvimento dos participantes.

Os dez mandamentos lean:

  1. Abandonar as ideias preconcebidas e questionar as práticas actuais
  2. Não explicar porque é que é impossivel, mas pensar em como conseguir fazer
  3. Realizar rapidamente as propostas de melhoria escolhidas
  4. Não procurar a perfeição; ganhar 60% imediatamente
  5. Corrigir imediatamente o erro
  6. Perante a dificuldade, procurar novas soluções
  7. Pesquisar a causa real; aplicar os “5 porquês” e procurar rapidamente uma solução aplicável e reprodutível
  8. Procurar as ideias de 10 pessoas em vez de uma só
  9. Experimentar e validar duas vezes em vez de apenas uma
  10. As melhorias são infinitas e a sua busca também.

Os enormes desafios que se apresentam às instituições são favoráveis às soluções do lean management , uma vez que estas promovem um aumento significativo da produtividade e da competitividade, em suma, promovem a melhoria da eficiência operacional.

A prática lean optimiza soluções de distribuição e serviço ao cliente, de programação e gestão de prioridades, de fiabilização de meios, de optimização de mudança e de condições de execução e de melhoria de produtividade, qualidade e desempenho.

Como resultados desta prática melhoram o serviço ao cliente, potenciam a polivalência de tarefas, eliminam actividades de baixo valor e elevado custo, reduzem os custos de realização de produto/serviço e aumentam a flexibilidade operacional, diminuindo o tempo de reacção.

 

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De um modo simplificado, a análise SWOT foi desenvolvida por Kenneth Andrews e Roland Christensen, dois professores da Harvard Business School e consiste na avaliação da posição competitiva, por exemplo de uma empresa, no mercado, através do recurso a uma matriz de dois eixos, cada um dos quais composto por duas variáveis: pontos fortes (Strenghts) e pontos fracos (Weaknesses) da organização; oportunidades (Opportunities) e ameaças (Threats) do meio envolvente. Ao construir a matriz, as variáveis são sobrepostas, facilitando a sua análise e a procura de sugestões para a tomada de decisões.

É uma ferramenta imprescindível na formação de planos e na definição de estratégias.

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(imagem da net)

Para conhecer o universo da comunicação nos hospitais e desvendar o grau de envolvimento e compromisso dos vários actores, foi efectuado um Estudo Nacional de Comunicação Hospitalar.

Segundo Paulo K. Moreira, a comunicação nos hospitais é um tema complexo e, ao mesmo tempo negligenciado, nas políticas de saúde contemporâneas. A sua complexidade decorre da necessidade de equilibrar as pressões da gestão hospitalar com a cosmologia das profissões de saúde e com as cosmologias do consumo de bens e serviços promovidos pelas sociedades contemporâneas. Os desiquilíbrios nesta relação complexa geram os fenómenos da desumanização nos hospitais.

Entre outros fenómenos na origem do processo de desumanização, estão a universalização e a tecnocratização dos serviços de saúde, que implicaram a empresarialização, contudo sem a devida preparação em ética empresarial.

“Estas dinâmicas organizacionais intrometeram-se entre os profissionais de saúde e o doente. Conforme vários autores internacionais, a «colonização» tecnológica da prestação de cuidados de saúde gera a insistência em converter o subjectivo em objectivo e o evento singular em evento seriado.” A “coisificação” do doente acontece com a perda de identidade individual que o ambiente industrial do hospital impõem. “Excepção é a relação próxima entre o doente e o profissional de enfermagem que, para já, tem sobrevivido «miraculosamente» a este fenómeno. Mas até quando?” – Esta questão é colocada por Paulo Moreira. Pela nossa parte, pensamos que enquanto se mantiver o compromisso e o pacto de cuidado e o Enfermeiro se sentir afectado pela presença do Outro, se irá manter inalterável a relação terapêutica de ajuda, numa atitude humana que caracteriza o cuidado de enfermagem – ou no mínimo é este um dos nossos desafios para o futuro.

“O estudo revela um cenário em que, apesar da abertura declarada pelos gestores hospitalares que participaram na investigação, o espaço em função para a função da comunicação hospitalar continua por profissionalizar ainda que merecendo um espaço entre as principais preocupações dos mais altos responsáveis do Serviço Nacional de Saúde.” A organização, a nível interno ainda “ignora as principais funções da comunicação organizacional…como seja a motivação para a mudança, para a inovação, para a qualidade e para a humanização”.

A chave mestra para a comunicação está “na motivação dos profissionais para estarem envolvidos com a organização” através de, entre outros modos “contagiar uma atitude positiva”.

Boas intenções não bastam, é imperioso colocá-las em prática!

Votos de dia Bom!

Fonte: Notícias Magazine, 12/07/09

Aesthetic teaching strategies provide nursing students with unique and memorable experiences.

Exploration of aesthetics modalities fosters the ability to uncover meaning and significance of a situation. Readers theater stimulates these creative and imaginative elements. It envolves a dramatic oral reading of a story by an assembled cast. Through this experience, students describe an enhanced sense of patient empathy, heightened concern for person-centered care, and a valuable opportunity for self-reflection. Aesthetic learning experiences support the development of a caring, humanistic professional.

Karen, P.

The notion of practice, traditionally understood as the creative and skillful application of knowledge, can be broadned if nursing caregiving is viewed as a lived aesthetic experience. The philosophical connection between practice and aesthetic experience is rooted in the professional values of care and excellence. The Aristotellian meanings of praxis, the notions of which include skillful action, excellence in conduct, and moral and political accountability are explored. These foundational values of nursing, the “felt” qualities of which are richly aesthetic, conduce an experience that is capable of intensifying and furthering meaning, and bringing about heightened awareness of consummatory ideals. Nursing practice, then, is open to a whole new interpretation: one that bears the gift of the real possibility for a unified experience – an experience that would integrate one’s senses, thought, action, and the meaning and value of one’s work. This way of understanding the idea of practice provides a usefull alternative in the thinking about nursing work, professional life, and the professional community.

Katims


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Pudera eu ter o dom de um poeta ou músico... para ser capaz de colocar em verso ou melodia o sentimento e o valor de uma amizade!

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