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Archive for the ‘Bioética’ Category

No CiênciaHoje questiona-se sobre se as pessoas concordam com a legalização do «Testamento Vital».

Foi aprovado pelo partido do governo, o projecto de lei conhecido por «Testamento Vital». A votação decorre aqui até às 18h do dia 5 de Junho.

A propósito deixo ficar aqui o texto do Sr. Enfermeiro Sérgio Deodato – Presidente do Conselho Jurisdicional da OE, publicado no Jornal Público no dia 14 de março de 2010.

“Testamento Vital: uma necessidade?

Temos assistido ultimamente a alguma discussão sobre o denominado «testamento vital». Tem sido sobretudo realçada a necessidade de criar um instrumento jurídico onde se inscreva a vontade das pessoas sobre os cuidados de saúde que querem ou não querem receber, em situação de fim de vida. A isso tem-se chamado testamento vital.

Ora, em primeiro lugar parece-me que devemos reflectir um pouco sobre esta denominação. O termo testamento corresponde ao conceito jurídico de disposição de património, para além da vida. Ou seja, no testamento inscrevemos as coisas que pretendemos atribuir aos outros depois da nossa morte. Assim, no caso em apreço, tratando-se de decidir sobre cuidados de saúde que se consentem ou se recusam no período final da vida, não corresponde ao conceito testamento, pelo que desaconselho o seu uso.

A expressão hoje juridicamente consagrada de vontade anteriormente manifestada sintetisa o pretendido, quanto ao fim e ao conteúdo. De facto, o que está em causa é garantir que qualquer pessoa veja respeitada a sua vontade quanto aos cuidados de saúde, quando se encontrar numa situação de impossibilidade de decidir, em fim de vida. Ou seja, que mecanismo jurídico permitirá que a vontade anteriormente manifestada seja tida em conta pelos profissionais de saúde. Digo profissionais de saúde uma vez que os cuidados em fim de vida são prestados por diversos profissionais e, no quadro jurídico actual, cada profissional decide e responde de forma autónoma pelos actos que pratica. Pelo que, a vontade das pessoas é dirigida não a um, mas as todos os profissionais que constituem a equipa de saúde.

Mas, voltando ao essencial, importa questionar se será mesmo necessária a criação de tal instrumento jurídico.

Para reflectir a resposta, olhemos o regime jurídico actual. A Convenção sobre os Direitos do Homem e a Biomedicina, ratificada para o direito interno pelo Decreto do Presidente da República n.º1/2001 de 3 de Janeiro e pela Resolução da Assembleia da República n.º1/2002 de 3 de Janeiro, constitui a principal fonte jurídica para o consentimento em saúde. Ela dispõe, no seu artigo 9.º, que «a vontade anteriormente manifestada no tocante a uma intervenção médica por um paciente que, no momento da intervenção, não se encontre em condições de expressar a sua vontade, será tomada em conta». Lendo intervenção médica como qualquer intervenção no domínio da saúde realizada por qualquer profissional, concluímos que a vontade das pessoas anteriormente manifestada deve ser sempre tida em conta.

Então o que faz falta? Determinar a forma de manifestar essa vontade, ou seja, decidir sobre se é necessário um documento próprio?

E se a lei impuser a necessidade de documento escrito, isso significa que as outras formas de manifestar a vontade – expressar a um familiar, por exemplo – não serão tidas em conta pelos profissionais?

E se entretanto, no espaço que medeia entre a elaboração do documento e a real situação de doença, a pessoa mudar de ideias, qual vontade prevalece? É que as decisões que tomamos na vida resultam das circunstâncias exteriores que se alteram com o tempo, o que nos obriga a garantir aos cidadãos que isso será tido em conta.

Assim, e face ao exposto, será que necessitamos de alterar o regime jurídico vigente? Ou será que o que precisamos mesmo é de um forte investimento na formação ética, deontológica e jurídica dos profissionais de saúde que lhes permita aplicar as normas já existentes aos reais e complexos casos com que lidam no seu dia-a dia?”

Boas leituras!!

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O Fórum Ciência e Educação 2010 é organizado pela Fundação Ciência e Desenvolvimento da Câmara Municipal do Porto com o apoio do SBEM-FMUP.

Realiza-se mensalmente entre os meses de Fevereiro e Julho na Biblioteca Municipal Almeida Garret, Porto.

É um ciclo de conferência que vale a pena assistir 🙂

Em Março, o tema da conferência é – A Ciência e a Educação para a Saúde a ser proferida por António Vaz Carneiro

Em Abril o tema da conferência – As Fundações, o Ensino e a Investigação, nas palavras de Rui Vilar

Em Maio – Ciência, Ensino Superior e Formação da Pessoa, por Pedro Lynce

Em Junho – A Ciência ao Serviço da Justiça, por Duarte Nuno Vieira

E finalmente (mas não menos interessante), em Julho – O Direito num Mundo em Constante Mutação, por Gomes Canotilho.

De relevar que a entrada é livre e, com Emissão de Certificado de Presença

Contactos:

Telefone: 226089800

Email: geral@fcd-porto.pt

Em conformidade com a segunda parte do princípio 15.º da Declaração do Rio de Janeiro de 1992, a definição de precaução pode ser sintetizada da seguinte forma “onde existam ameaças de risco sérios ou irreversíveis não será utilizada a falta de certeza científica total como a razão para o adiamento de medidas eficazes em termos de custo para evitar a degradação ambiental”. No mesmo sentido, se pronunciaram, seis anos mais tarde, cientistas, legisladores, advogados e ambientalistas, em Conferência, realizada em Wingspread nos Estados Unidos, sobre o alcance e conteúdo do princípio da precaução. Segundo a Declaração resultante desta Conferência: “Quando uma actividade gera ameaças de dano à saúde humana ou ao meio ambiente, medidas de precaução devem ser tomadas mesmo se algumas relações de causa efeito não são completamente estabelecidas cientificamente.”[1]

Dos inúmeros instrumentos jurídicos internacionais que consagram o princípio da precaução cita-se a Convenção de Paris de 1992 para a protecção do meio marinho no Atlântico Nordeste adoptada em Paris em 1992, aprovada para ratificação por Portugal pelo Decreto 59/97, de 31 de Outubro. Em conformidade com o artigo 2 n.º 2 da Convenção, “as Partes Contratantes aplicam o princípio da precaução segundo o qual as medidas de prevenção devem ser tomadas quando existam motivos razoáveis de preocupação quanto a substâncias ou energia introduzidas, directa ou indirectamente, no meio marinho que possam acarretar riscos para a saúde do homem, ser nocivas para os recursos biológicos e para os ecossistemas marinhos, ser prejudiciais para os valores de recreio ou constituir obstáculo a outras utilizações legítimas do mar, mesmo não havendo provas concludentes de uma relação de causalidade entre esses motivos e os efeitos”. De acordo com o Decreto-lei 20/93, de 21 de Junho que aprova para ratificação a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as alterações climáticas o artigo 3 n.º 3 refere que “as Partes devem tomar medidas cautelares para antecipar, evitar ou minimizar as causas das alterações climáticas e mitigar os seus efeitos prejudiciais. Quando haja ameaças de danos graves ou irreversíveis, a falta de certeza científica não deve ser utilizada para justificar o adiamento da tomada de tais medidas, tendo em conta, no entanto as políticas e as medidas relacionadas com as alterações climáticas devem ser eficazes relativamente ao seu custo, de tal modo que garantam a obtenção de benefícios globais ao menor custo possível.”. De acordo com o Decreto-lei 21/93, de 21 de Junho, que aprova para ratificação a Convenção de 1992 sobre a diversidade biológica, o preâmbulo da Convenção refere que “quando exista uma ameaça de redução ou perda da diversidade biológica, não deve ser invocada a falta de completa certeza científica como razão para adiar a tomada de medidas destinadas a evitar ou minimizar essa ameaça.”

O preâmbulo do Protocolo de Cartagena de 2000 sobre a biosegurança, de forma a regular a utilização, a manipulação e a transferência dos organismos geneticamente modificados, que entrou em vigor em Setembro de 2003, reafirma a perspectiva de precaução consagrada pelo princípio 15 da Declaração do Rio de Janeiro de 1992, sobre o ambiente e desenvolvimento.

Ao nível comunitário a referência ao princípio da precaução é feita pelos artigos 130 R n.º 2 do Tratado de Maastricht de 1992 e o artigo 174º n.º 2 do Tratado de Amesterdão de 1997. De acordo com estes dois tratados “A política da Comunidade no domínio do ambiente visa um nível de protecção elevado, tendo em conta a diversidade de situações nas diferentes regiões da Comunidade. Ela é baseada nos princípios de precaução e de acção preventiva, no princípio de correcção, prioritariamente na fonte, dos atentados ao ambiente e no princípio do poluidor-pagador (…)”.

Mais tarde, a 13 de Abril de 1999, o Conselho Europeu adoptou a resolução n.º 7212/99, no contexto do plano de protecção do consumidor para 1999-2001, desafiando a Comissão a se inspirar, de forma mais determinada, no princípio da precaução aquando da preparação de propostas afectas aos direitos dos consumidores e que se relacionam com a protecção do ambiente, a segurança alimentar e a gestão dos riscos provenientes dos organismos geneticamente modificados (OGM).

A 2 de Fevereiro de 2000, por meio de uma comunicação, a Comissão Europeia reconheceu o princípio da precaução como sendo “um princípio-chave” da política comunitária no âmbito da protecção do ambiente, dos animais, das plantas e da saúde humana. Esta comunicação inclui directrizes para a utilização do princípio da precaução, nomeadamente no âmbito da análise e gestão dos riscos, servindo somente de orientação geral, não modificando ou afectando as disposições ou nenhuma legislação comunitária secundária.

Tal comunicação, não impediu o Conselho da Europeu de reafirmar, aquando da cimeira dos chefes de Estados Membros da União Europeia realizada em Nice em Dezembro de 2000, o dever da Comissão de integrar o princípio da precaução sempre que necessário, na elaboração das suas propostas de legislação e no conjunto das suas acções. Como exemplo de legislação comunitária que integra o princípio da precaução menciona-se a Directiva n.º 2001/18/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de Março, relativa à libertação deliberada no ambiente de organismos geneticamente modificados.

Esta directiva foi transportada para o ordenamento jurídico português pelo Decreto-lei 72/2003, de 10 de Abril que põe sua vez, revogou o Decreto-lei n.º 126/93, de 20 de Abril sobre a utilização e libertação no ambiente de organismos geneticamente modificados e a comercialização dos produtos que contenham ou sejam constituídos por organismos geneticamente modificados.

Ainda na legislação comunitária, o princípio da precaução é referida pelo regulamento 178/2002 de 28 de Janeiro do Parlamento Europeu e do Conselho. Este regulamento, ao estabelecer os princípios e as disposições gerais da legislação alimentar, refere-se ao princípio da precaução no seu artigo 7 n.º 1, nos seguintes termos “Nos casos específicos em que, na sequência de uma avaliação das informações disponíveis, se identifique uma possibilidade de efeitos nocivos para a saúde, mas persistem incertezas a nível científico, podem ser adoptadas as medidas provisórias de gestão dos riscos necessárias para assegurar o elevado nível de protecção da saúde por que se optou na Comunidade, enquanto se aguardam outras informações científicas que permitam uma avaliação mais exaustiva dos riscos.”

Muitos outros documentos existem, contudo pela sua extensão consideramos aqueles que mais se destacam na literatura. Em suma, inúmeros instrumentos estão criados para uma verdadeira consciencialização dos povos. Da prudência à segurança, valha-nos a capacidade de juízo associado ao julgamento da pessoa humana, de cada um e de todos, porque a liberdade responsável assim nos dita.

No eixo da responsabilidade, a pessoa humana tem o dever de proteger a vida e a qualidade de vida dos seus semelhantes, da biodiversidade e de todo o ambiente, pelo que neste sentido se vê confrontado com a responsabilidade antecipada pelo futuro, como referem Leite & Ayala (2004) “As sociedades contemporâneas protagonizam o cenário de uma segunda revolução na dinâmica social e política, que se desenvolve no interior de um processo de globalização de conteúdo plural, que marca o desenvolvimento de uma sociedade global de risco. O atributo que diferencia a sociedade mundial do risco é a necessidade de concretização de uma variada relação de objectivos ecológicos, económicos, financeiros, sociais, políticos e culturais, que são contextualizados de forma transnacional e sob a abordagem de um modelo político de governança global, de gestão de novas ameaças comunitárias”. O Direito Internacional não é revogado por todas as Nações, o que levanta grandes obstáculos à protecção do meio ambiente, pois as suas exigências dizem respeito a uma dimensão planetária, ou seja, demandam instrumentos ao nível internacional e intercomunitário e, não isoladamente. O ambiente e a biodiversidade não pertencem a uma só nação, não reconhecem fronteiras, pois o planeta Terra é um só.

Mantém-se a perda neste terreno e não admira, dado que neste início de século XXI, na reconfiguração das forças políticas de um mundo marcado por desigualdades sociais, empobrecimento das maiorias e degradação ambiental, à escala planetária, a construção de um Estado do Ambiente parece uma utopia realista, porque se sabe que os recursos ambientais são finitos e antagónicos com a produção de capital e o consumo existentes.

A forma mais benigna é o atraso manifesto do poder regulamentar na edição de textos de aplicação das leis ambientais. O artigo 41.º da Lei da Bases do Ambiente, em Portugal, pode muito bem ilustrá-lo. A entrada em vigor da responsabilidade objectiva que aí se encontrava prevista (n.º 1) depende (segundo o n.º 2 deste artigo 42.º, conjugado com o artigo 52.º, n.º 2) da fixação de limites à indemnização, por via regulamentar. Contudo, e apesar do legislador português ter imposto o prazo limite de um ano para a regulamentação da lei (artigo 51.º), a verdade é que, vinte e um anos volvidos, tal regulamentação nunca viu a luz do dia.

Este exemplo, assim como muitos outros, serve para confirmar que em certos casos, os decretos de aplicação não são pura e simplesmente adoptados, sendo assim a lei atingida de impotência por uma administração que, julgando-a excessivamente restritiva, prefere moldar o Direito ao facto em vez de “mexer” com interesses demasiado importantes.

O tempo é certamente de acção, mas toda a acção deve ser precedida de reflexão, sob pena de que aquela não seja a mais adequada, e essa reflexão vai tardando, apesar dos milhares de páginas escritas e das tentativas de (re)educação ambiental.

 


[1]Cf. Tradução da segunda parte do princípio 15 da Declaração do Rio de Janeiro de 1992 disponível em www.diramb.gov.pt e Declaração da Conferência Wingspread disponível no artigo de Gonçalves F, Abrantes P “Princípio da Precaução: Considerações Epistemológicas sobre o Princípio e a sua relação com o Processo de Análise do Risco” disponível em http://atlas.sct.embrapa/pdf/cct/v20/v20n2 02.pdf.

earthhour2009

A campanha World Wildlife Fund (WWF) tem em vista encorajar empresas, cidadãos, comunidades e governos a integrarem um movimento global de luta contra as alterações climáticas.

Em Dezembro de 2009, os Chefes de Estado de todo o mundo, reúnem-se em Copenhaga, na Cimeira das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas.

O compromisso é assinarem um acordo global climático para substituir o Acordo de Quioto, que se tem mostrado débil e que termina em 2012.

A WWF está a trabalhar a nível mundial para angariar vozes e votos suficientemente fortes para mostrar de forma inequívoca aos nossos líderes que estamos atentos e queremos uma acção concreta e indubitável contra o aquecimento global.

Fazer passar a mensagem de Alerta é um imperativo!

Vote aqui , veja os vídeos e acompanhe os votos.

O planeta Terra agradece!

A Eutanásia tem vindo a ganhar maior notoriedade entre a opinião pública. Entre livros, artigos e debates, destacam-se argumentos contra  e a favor da Eutanásia. Dos argumentos a favor, destaca-se o filósofo Peter Singer. Dos argumentos contra destaca-se o filósofo David Oderberg, que no seu livro Ética Aplicada faz uma crítica ao argumento do Peter Singer em defesa da eutanásia.  Aqui ficam duas citações de Oderberg em que ele critica o argumento de Singer :

“É este o principal argumento a favor da eutanásia voluntária: Todos os direitos são alienáveis; existe o direito à vida; portanto, o direito à vida é inalienável. Se uma pessoa sã de mente, capaz de pensar racionalmente, de avaliar com todo o cuidado a situação em que se encontra, tendo à sua disposição toda a informação relevante, toma deliberadamente a decisão de morrer, decisão essa que não foi tomada em resultado de coacção, ou de qualquer influencia indevida, e que é expressa por essa pessoa de forma clara e persistente, devemos considerar que essa pessoa alienou o seu direito à vida. (…) Reflectindo um pouco sobre o assunto, contudo, compreendemos que a ideia de que todos os direitos são alienáveis não pode ser verdadeira. A principal analogia a que recorrem os defensores da eutanásia é a analogia com os direitos de propriedade. Se o direito à propriedade é alienável, por que motivo não o é igualmente o direito à vida? Uma premissa que normalmente se encontra neste argumento é a de que o direito à vida mais não é do que uma espécie de direito de propriedade, dado que nós somos proprietários do nosso corpo. (…) Para os defensores da analogia vida/propriedade, o problema consiste no facto de existirem, apesar de tudo, dissemelhanças relevantes entre o direito à vida e o direito à propriedade, e no facto de as semelhanças que existem entre os dois serem em apoio da inalienabilidade do direito à vida.”1

“O ponto em que a analogia com a vida termina reside, contudo, no facto de, embora a pessoa possa indubitavelmente alienar o seu direito a este ou àquele bem (…) não pode alienar o seu direito à propriedade em geral, considerado independentemente da alienação de determinados bens. Uma pessoa não pode declarar validamente «Renuncio ao meu direito de, enquanto ser humano, ter bens que me pertencem». Alienar o direito que se tem a este ou àquele bem não pressupõe alienar o direito à propriedade em geral, sendo portanto compatível com a manutenção desse direito. Por outro lado, uma alegada alienação do direito à vida específica que se tem pressupõe uma alegada alienação do direito à vida em geral, dado que é impossível ter mais do que uma vida. Assim, pois, enquanto a alienação deste ou daquele bem em nada afecta o direito à propriedade em geral, a alegada alienação da vida específica que o leitor tem afecta o seu direita à vida em geral, bem como a atitude que o leitor adopta relativamente a tal direito. Há portanto uma distinção importante a fazer entre os dois tipos de direitos, que permite perceber por que motivo se podem alienar certos bens, mas se pode, no mesmo sentido, alienar uma certa vida.”2

_________________________

1. ODERBERG, S. – Ética Aplicada. Lisboa: Principia, 2009, p. 76 – 77.
2. ODERBERG, S. – Ética Aplicada. Lisboa: Principia, 2009, p. 77 – 78.

Referente ao assunto – Vacina contra a gripe A (H1N1) – aqui se transcreve a carta enviada pelo Gabinete da Ministra da Saúde a todos os Profissionais de Saúde:

“A vacina contra a gripe A (H1N1) 2009 está recomendada em regime de Campanha.

Na próxima segunda-feira, dia 16 de Novembro, alarga-se a vacinação ao Grupo B, de acordo com o que está estabelecido no que respeita aos grupos-alvo.

Tendo em conta as disponibilidades actuais de vacinas e recentes informações da Organização Mundial da Saúde, optou-se, estrategicamente, por incluir já todas as crianças de idade ≥6 meses e <24 meses .

Devem ser aproveitadas todas as oportunidades de vacinação contra a Gripe A, beneficiando da experiência adquirida na implementação, com êxito, do Programa Nacional de Vacinação.

Sem descurar a importância das medidas gerais de prevenção, peço a todas as equipas de saúde o maior empenho e envolvimento para assegurar todas as actividades que permitem atingir os objectivos desta campanha de vacinação.

Nesta fase, todos os profissionais de saúde, em particular os prestadores de cuidados, são peça essencial na protecção dos cidadãos mais vulneráveis, minimizando o impacto da epidemia de gripe na saúde e na sociedade.

Podem contar comigo neste esforço colectivo.

Temos todos uma responsabilidade acrescida enquanto cidadãos e profissionais na protecção da saúde e do bem-estar da população.

Lisboa, 13 de Novembro 2009.

Ana Jorge

Ministra da Saúde

O Dia Internacional da Tolerância comemora-se no dia 16 de Novembro – amanhã. E, porque não, começar HOJE?!

Aqui ficam alguns filmes que poderão ser usados para abordar temáticas ligadas à tolerância:

A Missão – “The Mission” (1986 – 120 m)

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América do Sul, século XVIII. Depois da morte de um missionário jesuíta no interior da selva, o Padre Gabriel (Jeremy Irons) tenta entrar em contacto com a tribo responsável.O mercenário traficante de escravos Mendoza (Robert De Niro) também encontrou um filão nesta região inexplorada. Um homem desprovido de compaixão, não hesita em matar o irmão Felipe quando descobre que é para este que vai o amor da jovem Carlota. Gabriel convence-o a procurar refúgio espiritual na missão. Anos mais tarde, um novo tratado é assinado, e um representante da igreja chega para decidir o destino da missão, agora governada por Gabriel e Mendoza. Mas as tropas encarregadas de a destruir já vão a caminho. Mendoza e Gabriel enfrentam um terrível dilema: obedecer à ordem Papal e abandonar a missão, ou ficar e defender os índios. Gabriel opta pela salvação, mas Mendoza luta ferozmente contra os espanhóis, ao lado dos índios que outrora explorara.

A Lista de Schindler – “Schindler’s List” (1993 – 187 m)

schindler.jpgA Lista de Schindler, um filme de Steven Spielberg, é uma obra-prima, que se tornou um dos mais distinguidos filmes de todos os tempos. O filme representa a indelével história do enigmático Oskar Schindler, um membro do partido nazi, mulherengo e especulador de guerra, que salvou a vida a mais de 1100 judeus durante o Holocausto. Foi o triunfo de um homem que fez a diferença no drama daqueles que sobreviveram a um dos capítulos negros da história da humanidade, salvos pelo que ele fez.

Amistad (1997 – 148 m)

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Baseado numa história verídica, o filme relata a incrível viagem de um grupo de escravos que se apoderam do comando do navio que os transportava a fim de regressarem à sua terra natal. Quando o navio, chamada La Amistad, é de novo recapturado e levado para os EUA, os escravos são acusados de crime e encarcerados à espera do seu destino. Inicia-se um processo que irá confrontar as bases de todo o sistema judicial americano. Mas para os homens e mulheres em causa, é uma simples batalha pelo direito básico de toda a humanidade… a liberdade.

Grita Liberdade – “Cry Freedom” (1987 – 151m)

cry-freedom.jpg

A história de uma amizade memorável entre dois homens inesquecíveis. A tensão e o terror dos tempos do Apartheid na África do Sul são poderosamente retratados neste emocionante filme realizado por Richard Attenborough, que nos conta a história de um activista negro Stephen Biko (Denzel Washington) e de um editor liberal de um jornal branco que arrisca a sua própria vida para divulgar ao Mundo a mensagem de Biko. Depois de ter conhecimento dos verdadeiros horrores do Apartheid, através das descrições de Biko, o editor Donald Woods (Kevin Kline) descobre que o seu amigo foi silenciado pela polícia. Determinado a fazer ouvir a mensagem de Biko, Woods embarca numa perigosa aventura para escapar da África do Sul e divulgar ao mundo a impressionante história de coragem de Biko. A fascinante história mostra as facetas da humanidade nas suas vertentes mais terríveis e mais heróicas.

Billy Elliot – “Billy Elliot” (2000 – 106 m)

billy_elliot.jpg

Quando Billy, um rapazinho de 11 anos, descobre uma classe de ballet que partilha o ginásio com o seu clube de boxe, há algo na magia dos movimentos que capta a sua atenção. E depressa troca as lições de boxe pelas de ballet, sem que a família o saiba. O pai e o irmão de Billy, ambos envolvidos numa greve de mineiros, lutam para pôr comida na mesa. As suas frustrações vão ao rubro quando descobrem que Billy anda a gastar o dinheiro das aulas de boxe numa ocupação pouco masculina. A professora de ballet convence Billy a prosseguir as aulas sem pagar, mas não consegue fazer o pai de Billy compreender o talento do filho. Enraivecido pela incompreensão da família, Billy executa uma dança só para o seu amigo Michael, mas é visto a meio da interpretação pelo pai. Descobrindo ali mesmo o talento do filho, o pai garante-lhe que terá a sua oportunidade de ir a uma audição a Londres. Com a ajuda dos outros mineiros, Billy e o pai chegam finalmente a Londres para o grande dia…


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Pudera eu ter o dom de um poeta ou músico... para ser capaz de colocar em verso ou melodia o sentimento e o valor de uma amizade!

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