Detalhes e Pormenores

Archive for Novembro 2009

A Eutanásia tem vindo a ganhar maior notoriedade entre a opinião pública. Entre livros, artigos e debates, destacam-se argumentos contra  e a favor da Eutanásia. Dos argumentos a favor, destaca-se o filósofo Peter Singer. Dos argumentos contra destaca-se o filósofo David Oderberg, que no seu livro Ética Aplicada faz uma crítica ao argumento do Peter Singer em defesa da eutanásia.  Aqui ficam duas citações de Oderberg em que ele critica o argumento de Singer :

“É este o principal argumento a favor da eutanásia voluntária: Todos os direitos são alienáveis; existe o direito à vida; portanto, o direito à vida é inalienável. Se uma pessoa sã de mente, capaz de pensar racionalmente, de avaliar com todo o cuidado a situação em que se encontra, tendo à sua disposição toda a informação relevante, toma deliberadamente a decisão de morrer, decisão essa que não foi tomada em resultado de coacção, ou de qualquer influencia indevida, e que é expressa por essa pessoa de forma clara e persistente, devemos considerar que essa pessoa alienou o seu direito à vida. (…) Reflectindo um pouco sobre o assunto, contudo, compreendemos que a ideia de que todos os direitos são alienáveis não pode ser verdadeira. A principal analogia a que recorrem os defensores da eutanásia é a analogia com os direitos de propriedade. Se o direito à propriedade é alienável, por que motivo não o é igualmente o direito à vida? Uma premissa que normalmente se encontra neste argumento é a de que o direito à vida mais não é do que uma espécie de direito de propriedade, dado que nós somos proprietários do nosso corpo. (…) Para os defensores da analogia vida/propriedade, o problema consiste no facto de existirem, apesar de tudo, dissemelhanças relevantes entre o direito à vida e o direito à propriedade, e no facto de as semelhanças que existem entre os dois serem em apoio da inalienabilidade do direito à vida.”1

“O ponto em que a analogia com a vida termina reside, contudo, no facto de, embora a pessoa possa indubitavelmente alienar o seu direito a este ou àquele bem (…) não pode alienar o seu direito à propriedade em geral, considerado independentemente da alienação de determinados bens. Uma pessoa não pode declarar validamente «Renuncio ao meu direito de, enquanto ser humano, ter bens que me pertencem». Alienar o direito que se tem a este ou àquele bem não pressupõe alienar o direito à propriedade em geral, sendo portanto compatível com a manutenção desse direito. Por outro lado, uma alegada alienação do direito à vida específica que se tem pressupõe uma alegada alienação do direito à vida em geral, dado que é impossível ter mais do que uma vida. Assim, pois, enquanto a alienação deste ou daquele bem em nada afecta o direito à propriedade em geral, a alegada alienação da vida específica que o leitor tem afecta o seu direita à vida em geral, bem como a atitude que o leitor adopta relativamente a tal direito. Há portanto uma distinção importante a fazer entre os dois tipos de direitos, que permite perceber por que motivo se podem alienar certos bens, mas se pode, no mesmo sentido, alienar uma certa vida.”2

_________________________

1. ODERBERG, S. – Ética Aplicada. Lisboa: Principia, 2009, p. 76 – 77.
2. ODERBERG, S. – Ética Aplicada. Lisboa: Principia, 2009, p. 77 – 78.

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Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse: Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei- me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há-de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar connosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:

Nem pen…san…do!

Ilustração: Urgh!!!

Questionada sobre o que é um padrão, aqui fica como o entendo:

Um padrão é um (ou mais) cuidado/intervenção produzido por um profissional acreditado para tal, que estabelece regras, directrizes e/ou características acerca de um material, produto, processo ou serviço.

O produto é o resultado de actividades ou de processos, pelo que é algo que pode ser “oferecido” num mercado para satisfazer um desejo ou uma necessidade de algo ou alguém.

O reconhecimento de padrões é uma estratégia muito usada por profissionais da prática clínica, revestindo-se de particular importância na tomada de decisões rápidas com base num número limitado de informações necessárias no momento de agir. O reconhecimento de padrões é um método de juntar peças da informação disponível com o sentido de as analisar. Os profissionais da prática clínica interpretam os padrões dos sinais e indícios da pessoa/situação por comparação e relacionamento com outras condições observadas em casos anteriores. Esta estratégia conduz, por exemplo a uma decisão referente ao bem-estar, ao conforto e à segurança dos clientes. A capacidade de utilização desta competência (humana) de tomada de decisão desenvolve-se com a experiência e, por vezes pode parecer intuição.

Carper (1978) apresenta-nos quatro padrões de conhecimento fundamentais em enfermagem: ético, estético, pessoal e científico. Mais tarde e no aprofundamento destes desenvolvimentos surge o padrão de conhecimento sociopolítico entre outros.

O que é o Tamiflu?

O Tamiflu é um medicamento que contém a substância activa Oseltamivir. Está disponível em cápsulas (amarelas: 30 mg; cinzentas: 45 mg; amarelas e cinzentas: 75 mg) e em pó para preparar uma suspensão oral (12 mg/ml).

Para que é utilizado o Tamiflu?

O Tamiflu é utilizado no tratamento ou na prevenção da gripe (vírus influenza) em adultos e em crianças com mais de um ano:

  • No tratamento da gripe, pode ser utilizado em doentes que tenham os sintomas da gripe, quando é conhecida a circulação do vírus influeza na comunidade;
  • Na prevenção da gripe, que pode ser utilizada em doentes que tenham estado em contacto com uma pessoa infectada (doente com gripe). A utilização é normalmente determinada caso a caso, embora possa ser adoptada como programa sazonal em circunstâncias excepcionais, por exemplo, quando a vacinação contra a gripe não seja suficiente e exista uma pandemia.

Durante uma pandemia de gripe, o Tamiflu também pode ser utilizado no tratamento de crianças com idades compreendidas entre os seis meses e um ano. Cabe aos médicos decidir tratar ou não as crianças com esta idade em função da gravidade da doença causada pelo vírus da gripe e do estado de saúde da criança, para que esta possa beneficiar do medicamento.

O Tamiflu não é um substituto da vacinação contra a gripe e a sua utilização deve ser determinada com base nas recomendações oficiais.

O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.

Como se utiliza o Tamiflu?

No tratamento da gripe, o tratamento com Tamiflu deve ser iniciado nos dois dias seguintes à manifestação dos sintomas. É administrado na forma de uma dose, duas vezes ao dia, durante cinco dias.

Na prevenção da gripe, o tratamento com Tamiflu deve ser iniciado nos dois dias seguintes ao contacto com a pessoa infectada. É administrado na forma de uma dose, uma vez ao dia, durante pelo menos dez dias após o contacto com a pessoa infectada. […]

Como funciona o Tamiflu?

A substância activa do Tamiflu, o oseltamivir, actua especificamente sobre o vírus influenza bloquendo algumas das suas enzimas de superfície, conhecidas como neuraminidases. O bloqueio da libertação das neuraminidases impede a disseminação do vírus. O oseltamivir actua sobre as neuraminidases tanto do vírus da influenza A (o tipo mais comum) como no da influenza B.

Para continuar a ler aqui (European Medicines Agency)

Coragem é o que nos impulsiona para a busca. É no encorajamento que vamos adiante, superando as dificuldades, encontrando brechas para transpor obstáculos, (re)fazendo percursos já elaborados, revendo posturas e estratégias, pois é a partir das vivências no seu sentido mais pleno, que motivam o nosso agir, fazer e estar no mundo do cuidado, para o caminhar, compreendendo sempre que, enquanto aprendentes/ensinantes, somos como o caminhante de António Machado, poeta espanhol que nos diz que “caminhante, não há caminho, o caminho faz-se ao caminhar”.

Mas, para ter coragem é necessário que exista algum tipo de

(cor)respondência, vocábulo que nos pode trazer alguma ideias: cor = coração (latim); co = prefixo latino, que pode significar partilha, companhia; cor = colorido, algo vivo, repleto de luz e emergente de sentido. Coragem é o sentimento de uma pessoa, mas também é a vivência colectiva, partilha de sentidos da, para e na vida, na trajectória humana evolutiva de todos nós.

A coragem não é algo que vem a voar para o nosso coração em momentos de necessidade ou de emergência. A coragem não é algo que pode ser agarrado por si só através de lições. A coragem é um modo de vida. É tanto como um hábito, como outra coisa qualquer. Como levantar-se de manhã e escovar os dentes, ou tomar um café ou uma vacina.

É uma questão de boa rotina mais do que qualquer outra coisa!

Referente ao assunto – Vacina contra a gripe A (H1N1) – aqui se transcreve a carta enviada pelo Gabinete da Ministra da Saúde a todos os Profissionais de Saúde:

“A vacina contra a gripe A (H1N1) 2009 está recomendada em regime de Campanha.

Na próxima segunda-feira, dia 16 de Novembro, alarga-se a vacinação ao Grupo B, de acordo com o que está estabelecido no que respeita aos grupos-alvo.

Tendo em conta as disponibilidades actuais de vacinas e recentes informações da Organização Mundial da Saúde, optou-se, estrategicamente, por incluir já todas as crianças de idade ≥6 meses e <24 meses .

Devem ser aproveitadas todas as oportunidades de vacinação contra a Gripe A, beneficiando da experiência adquirida na implementação, com êxito, do Programa Nacional de Vacinação.

Sem descurar a importância das medidas gerais de prevenção, peço a todas as equipas de saúde o maior empenho e envolvimento para assegurar todas as actividades que permitem atingir os objectivos desta campanha de vacinação.

Nesta fase, todos os profissionais de saúde, em particular os prestadores de cuidados, são peça essencial na protecção dos cidadãos mais vulneráveis, minimizando o impacto da epidemia de gripe na saúde e na sociedade.

Podem contar comigo neste esforço colectivo.

Temos todos uma responsabilidade acrescida enquanto cidadãos e profissionais na protecção da saúde e do bem-estar da população.

Lisboa, 13 de Novembro 2009.

Ana Jorge

Ministra da Saúde

 
A Missão Sorriso/Continente todos os anos costuma oferecer equipamentos aos Hospitais que na sua área tenham Serviço de Pediatria.
Este ano o procedimento foi diferente. Cada hospital interessado teve de se candidatar com um projecto, sendo que só os projectos vencedores é que beneficiarão desta iniciativa.

O Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho EPE, mais concretamente a Unidade de Neonatologia candidatou-se com o projecto “Central de Monitorização e Software de Integração no SAPE, numa Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais”.

Aqui fica o link para que possam ver os projectos em concurso e votar no da UGI da Mulher e da Criança

 J – http://www.missaosorriso.continente.pt/votar.php.

Os enfermeiros, os recém-nascidos e os pais merecem tudo do Bom…

 Obrigada pela colaboração!


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Pudera eu ter o dom de um poeta ou músico... para ser capaz de colocar em verso ou melodia o sentimento e o valor de uma amizade!

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