Detalhes e Pormenores

Archive for the ‘Leituras’ Category

Para Creech(1998) os axiomas sobre a importância crítica da liderança para uma gestão pela qualidade total, com êxito, baseiam-se em que o “produto” é a meta dos objectivos da organização. A qualidade do “produto” é impossível de atingir, sem qualidade do processo. A qualidade do processo é difícil de se conseguir sem organização correcta. A organização correcta necessita de uma liderança adequada.

A liderança, na gestão pela qualidade total, inclui nas atribuições do(s) gestor(es), para além do plano estratégico – onde são definidos os objectivos a alcançar, as políticas, as tácticas e as estratégias a implementar – um total empenhamento com algumas linhas de actuação.

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Aquecimento Global – A combustão de combustíveis fósseis e das florestas e a poluição industrial lançam Gases com Efeitos Estufa na atmosfera e provocam alterações climatéricas, entre as quais o aumento da temperatura média da Terra.

Captura de Carbono – Técnica de fixação do Dióxido de Carbono (CO2) em sumidouros com vista à redução deste gás na atmosfera. Pode ser feita graças à gestão do solo, à reflorestação ou florestação.

Desflorestação – A par do CO2, é um dos grandes potenciadores do efeito de estufa e do aquecimento global. Ao destruir as florestas, é reduzida a capacidade de absorção do dióxido de carbono pelas plantas.

Desenvolvimento Sustentável – É aquele que procura satisfazer as necessidades do presente sem comprometer o futuro, tendo em conta os recursos naturais disponíveis.

Dióxido de Carbono – Gás que é produzido quando se queimam na presença de oxigénio, materiais que contêm carbono (combustíveis fósseis como carvão, petróleo ou gás natural). É um dos grandes potenciadores do Efeito de Estufa.

Energias Renováveis – Aquelas que são obtidas através de fontes naturais capazes de se regenerarem (o sol, o vento, os rios e mares, matéria orgânica e o calor da Terra).

Florestação /Reflorestação – A plantação de novas florestas em sítios onde historicamente elas não existiam ou a replantação de florestas destruídas. Contribui para a captura de gases indutores do efeito de estufa na atmosfera e pode servir como contrapartida a um aumento de emissões de CO2.

Gases com Efeito de Estufa – Gases de origem natural ou gerados pela acção do Homem que absorvem e emitem radiações infravermelhas, provocando o efeito de estufa, que se caracteriza pelo aprisionamento de calor entre a superfície e a troposfera, impedindo a sua dissipação no espaço e aquecendo a temperatura do ar.

GWP  – O Potencial de Aquecimento Global distingue os diferentes gases quanto às suas consequências para o ambiente e permite quantificar os resultados da emissão de vários gases com efeitos de estufa. O metano tem um GWP21, o que significa que cada tonelada de metano corresponde a 21 toneladas de CO2.

Mercado Global de Carbono – Um mecanismo que permite aos países que excederem os limites impostos às suas emissões de CO2 comprar licenças de emissão a países terceiros que estejam abaixo do limite de emissões. As transacções destas licenças são registadas numa base de dados internacional, a: International Transaction Log.

MtCO2 – A tonelada métrica de dióxido de carbono equivalente é a medida padrão utilizada para quantificar as emissões de CO2.

Pegada Ecológica – Mede o uso de recursos naturais necessários para sustentar uma geração, tendo em conta os recursos materiais e energéticos gastos por uma dada população. Permite demonstrar se os impactos antropogénicos no meio natural são sustentáveis a longo prazo e comparar os hábitos de diferentes populações.

Painel Intergovernamental – O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas é constituído por centenas de cientistas de diferentes países e áreas de conhecimento. Constituído em 1988 por iniciativa das Nações Unidas e a Organização de Metereologia Mundial, é este organismo que estuda o fenómeno das alterações climáticas e divulga o cálculo de GWP. Em 2007, recebeu juntamente com Al Gore, o Prémio Nóbel da Paz.

Estudar é muito importante,

Mas pode-se estudar de várias maneiras…

Muitas vezes estudar não é só aprender

O que vem nos livros

O que há nas escolas.

É também aprender a ser livre,

Sem ideias tolas.

Ler um livro é muito importante,

Às vezes, urgente.

Mas os livros não são o bastante

Para a gente ser gente.

É preciso aprender a crescer,

Aprender a estudar.

Aprender a crescer quer dizer:

Aprender a estudar, a conhecer os outros,

Ajudar os outros,

A viver com os outros.

E quem aprende a viver com os outros

Aprende a viver bem consigo próprio.

Não merecer castigo é estudar.

Estar contente consigo é estudar.

Aprender a terra, aprender o trigo

E ter um amigo também é estudar.

Estudar também é repartir,

Também é saber dar

O que a gente soube dividir

Para multiplicar.

Estudar é escrever um ditado

Sem ninguém nos ditar,

E se um erro nos for apontado

É sabê-lo emendar.

É preciso em vez de um tinteiro,

Ter uma cabeça que saiba pensar,

Pois na escola da vida,

Primeiro está saber estudar.

Ary dos Santos

Reservemos  algum tempo para aprender mais  a pensar e a pensar sobre aquilo que pensamos!

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John Locke Carta sobre a Tolerância. Tradução Berta Bustorff Silva, introdução e análise de Marcello Fernandes e Nazaré Barros. Lisboa: Lisboa Editora.

John Locke Ensaio Sobre A Verdadeira Origem Extensão e Fim do Governo Civil.Lisboa: Edições 70, 1999

John Locke – Ensaio sobre o Entendimento Humano. 2 vols.  Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1999

John Locke – Dois Tratados sobre o Governo. São Paulo: Martins Fontes Editorial Lda. , 1998

Abbagnano, Nicola – História da Filosofia. Vol.VII, Lisboa: Ed. Presença.  s/d 

Aurélio, Diogo Pires – Um Fio de Nada. Ensaio sobre a Tolerância. Lisboa: Ed. Cosmos, 1997

Baubérot, Jean – História do Protestantismo. São Paulo: M. Martins Publicações Europa-América. S/d.

Hobbes, Thomas – Levitã. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1995

Kamen,Henry – O Amanhecer da Tolerância. Porto: Biblioteca Universitária Inova, Editorial Inova, 1968

Leroy, André-Louis – Locke. Lisboa: Edições 70, 1985

Jorge Filho, Edgar José – Moral e História em John Lock. São Paulo: Ed.Loyola, 1992

Magalhães, João Baptista – Locke A “Carta sobre a Tolerância no seu contexto Filosófico”. Porto: Ed.Contraponto, 2001

Michaud, Ives – Locke. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1986

Locke, John – Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1988

Sanches, M.R. – Contra o proseletismo ou “Todos somos prosélitos”, Georg Forster acerca do tolerância”, in, M.J. Carmo Ferreira e L.R.Santos (coord.), Religião, História e Razão da “Aufklarung” ao Romantismo, Lisboa: Colibri, pp.201-215.1994

Soromenho-Marques,Viriato – A Era da Cidadania. M.Martins. Pub. Europa-América, s/d.

VoltaireTratado da Tolerância. Lisboa: Ed. Antigona, 1999

Yolton, John W. – Dicionário de Locke. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editorial Lda. , 1996

Os meus favoritos:

Savater, Fernando – As Perguntas da Vida. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1999.

Comte-Sponville, André – Pequeno Tratado das Grandes Virtudes. Lisboa: Editorial Presença, 1995.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Deixem passar quem vai na estrada,

Deixem passar

Quem vai cheio de noite e de luar.

Deixem passar e não lhe digam nada.

Deixem, que vai apenas

Beber água de Sonho a qualquer fonte;

Ou colher açucenas

A um jardim que ele lá sabe, ali defronte.

Vem da terra de todos, onde mora

E onde volta depois de amanhecer.

Deixem-no pois passar, agora

Que vai cheio de noite e solidão.

Que vai ser

Uma estrela no chão.

 

Miguel Torga, in Diário I

Batem leve, levemente,

Como quem chama por mim…

Será chuva? Será gente?

Gente não é certamente

E a chuva não bate assim…

 

É talvez a ventania;

Mas há pouco, há poucochinho,

Nem uma agulha bulia

Na quieta melancolia

Dos pinheiros do caminho…

 

Quem bate assim levemente,

Com tão estranha leveza

Que mal se ouve, mal sente?

Não é chuva, nem é gente,

Nem é vento, com certeza.

 

Fui ver. A neve caía

Do azul cinzento do céu,

Branca e leve, branca e fria…

– Há quanto tempo não a via!

E que saudades. Deus meu!

 

Olho-a através da vidraça.

Pôs tudo da cor do linho.

Passa a gente e, quando passa,

Os passos imprime e traça

Na brancura do caminho…

 

Fico olhando esses sinais

Da pobre gente que avança

E noto, por entre os mais,

Os traços miniaturais

Duns pezitos de criança…

 

E descalcinhos, doridos…

A neve deixa ainda vê-los,

Primeiros bem definidos,

– Depois em sulcos compridos,

Porque não podia erguê-los!…

 

Que quem já é pecador

Sofra tormentos, enfim!

Mas as crianças, Senhor,

Porque lhes dais tanta dor?!…

Porque padecem assim?!…

 

E uma infinita tristeza,

Uma funda turbação

Entra em mim, fica em mim presa.

Cai neve na natureza…

– E cai no meu coração.

Augusto Gil in Luar de Janeiro

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(imagem da net)

Morre lentamente…

quem se transforma em escravo do hábito,

repetindo todos os dias os mesmos trajectos,

quem não muda de marca.

Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não

conversa com quem não conhece.

 

Morre lentamente…

quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente…

quem evita uma paixão,

quem prefere o negro sobre o branco

e os pontos sobre os “is” em detrimento de um

redemoinho de emoções, justamente as que

resgatam o brilho dos olhos,

sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e

sentimentos.

 

Morre lentamente…

quem não vira a mesa quando está infeliz com

o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo

incerto para ir atrás de um sonho,

quem não se permite pelo menos uma vez na

vida, fugir dos conselhos sensatos.

 

Morre lentamente…

quem não viaja, quem não lê,

quem não ouve música,

quem não encontra graça em si mesmo.

 

Morre lentamente…

quem destrói o seu amor-próprio,

quem não se deixa ajudar.

 

Morre lentamente…

Quem abandona um projecto antes de

iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto

que desconhece ou não responde quando

lhe indagam sobre algo que sabe.

 

Evitemos a morte em doses suaves,

recordando sempre que estar vivo exige

um esforço muito maior

que o simples facto de respirar. Somente a

perseverança fará com

que conquistemos um estágio esplêndido

de felicidade.

Pablo Neruda


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Pudera eu ter o dom de um poeta ou músico... para ser capaz de colocar em verso ou melodia o sentimento e o valor de uma amizade!

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